Entenda a importância do feedback

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Entenda a importância do feedback

Todo empresário, líder ou gestor precisa compreender que vivemos a época da intercomunicação, dos ativos intangíveis e do capital intelectual. Isso quer dizer que sem um entrosamento sólido entre os membros de uma equipe, que depende em grande parte do feedback, a missão de qualquer empresa pode estar seriamente comprometida.

Ao contrário do que muita gente pensa, o feedback é um ato desafiador tanto para quem dá, assim como para quem recebe, muitas vezes os líderes ou mesmo colegas de trabalho têm dificuldades de emiti-lo, por vários motivos.

Em linhas gerais, o feedback é a avaliação dada a um grupo colaborativo, de forma individual, apontando todos os pontos positivos, negativos e a melhorar de determinado colaborador, de modo a incentivar o melhor da pessoa.

Uma das principais razões para realizar com uma frequência o feedback é que, muitas vezes o colaborador encontra-se com alguma dificuldade nas atividades ou desmotivação por desentendimentos ao decorrer da rotina, e é nesse momento que o colaborador sente-se confortável para compartilhar seus pontos

Ao decorrer desse texto você entenderá melhor a importância do feedback e de como administrar a relação profissional tanto com colaboradores ou liderança.

Feedback não é só negativo

É preciso considerar que o feedback, apesar de estar associado à “crítica negativa”, também pode ser positivo. Neste caso, ele assemelha-se a uma sugestão, como a de pontuar ao colaborador que ele deve seguir na linha em que está indo, se quiser crescer em sua carreira profissional.
Para efeito de ilustração, é válido lembrar que isso é muito comum no universo dos estagiários. Um profissional que está prestes a se formar e já começou a tatear o mercado precisa de feedbacks constantes, e costuma ser mais receptivo.

Para exemplificar o assunto, uma clínica de psicologia que demandam de muito conhecimento prático, qual dificilmente poderia ser conquistado dentro da faculdade, com o feedback, naturalmente o estagiário saber se está indo bem e qual direcionamento pretende conquistar dentro da área.
De qualquer modo, além do estagiário, os colaboradores que o líder irá conviver frequentemente e tratar de demandas diretamente, precisa de receber feedbacks também, lembrando que é importante saber dosar entre os positivos e desafiadores.

Entretanto, seria hipocrisia dizer que não existem feedbacks “negativos”. claro que é bem melhor receber e dar feedbacks com base em elogio, ao receber uma sugestão de melhoria.
Porém, a ótica deve ser a de que toda crítica é construtiva, seja aquela que parabeniza a pessoa, seja aquela que a ajuda a ver um traço de sua atuação que precisa mudar o mais rápido possível.

Se o colaborador trabalha na área de festas e eventos, por exemplo, e atua diretamente na frente de alugar cadeiras para festa, obviamente ele precisa ter um preparo de pessoa atenciosa quanto a conferências, e comprometida com horários.

Afinal, seria negativo para a empresa o serviço contratado ser entregue com atraso e com menos material do que o solicitado. neste caso, nas reuniões de feedback a empresa deve alinhar tudo isso com o colaborador.

O poder de dar feedback por escrito

Tão importante quanto nos lembrarmos de que o feedback não é só negativo, é considerar que o feedback também pode ser dado por escrito, e não necessariamente por meio de uma reunião presencial.

Se o gestor atua na área de medicina do trabalho centro sp, por exemplo, obviamente que ele não pode se limitar ao aspecto técnico do seu serviço, e pensar que apenas a prevenção de acidentes e de doenças tem importância na rotina corporativa.

De fato, a importância dos aspectos psicológicos tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões sobre o dia a dia do trabalho, e até mesmo em estudos acadêmicos que visam a decifrar as melhores maneiras de dar e receber feedbacks.

E uma das melhores maneira é, justamente, por escrito. Só que é preciso ser frisado que a pontuação feita por meio dessa modalidade precisa ser maximamente formal, e não pode surgir como uma válvula de escape para o líder que quer evitar o tête-à-tête.

O feedback por escrito geralmente é enviado por e-mail, e o importante é que o líder utilize-o como um modo de refinar uma conversa feita de antemão. Obviamente, não faz sentido o funcionário receber, de repente, um comunicado desse teor.

O ideal é que o líder converse com a pessoa, sinalize do que se trata, faça uma introdução tanto sobre o assunto específico, quanto sobre a importância da comunicação entre as partes, e depois finalize a estratégia com a escrita.

Certamente, por pior que seja o feedback (na ótica do colaborador que o recebe), este não apenas se sentirá valorizado pelo esforço que o líder fez em comunicar-lhe algum ponto fraco, como ainda terá o tempo de pensar, “digerir” a informação e, quem sabe, conversar com pessoas mais próximas, de modo que no final estará mais receptivo.

Se o funcionário trabalha em uma empresa de manutenção predial SP, por exemplo, e precisa ouvir que sua postura nos condomínios em que atendem, não tem sido adequada, certamente no formato por escrito ele terá tempo de consultar outras pessoas, puxar na memória sua atuação dos últimos tempos, e acabar concordando com a pontuação.

Os 4 pilares da Cultura do Feedback

Do que foi dito é possível compreender que o feedback tem várias nuances e consiste, basicamente, em um fenômeno multidisciplinar, que envolve questões técnicas, culturais, psicológicas e daí por diante. Daí falarmos em uma “Cultura do Feedback”.

Além das dicas dadas acima, é preciso que um bom líder tenha a motivação necessária para fazer feedbacks. Ou seja, ele precisa entendê-lo como uma ferramenta, estratégia fundamental para manter o desempenho da equipe.

De fato, essa ferramenta deve ser considerada tão importante quanto uma máquina ou equipamento indispensável, ou tão fundamental quanto um hardware ou software sem o qual a fábrica ou escritório não poderia nem sequer iniciar um dia de trabalho.
Uma empresa de piso laminado e revestimentos não pode, por exemplo, trabalhar sem caminhões de entrega, sem operários que realizem as instalações e sem vendedores que trazem os clientes.
Desse modo, a mesma empresa não pode almejar crescimento, escalas crescentes e fortalecimento da marca sem uma boa gestão de talentos e de colaboradores. Ou seja, sem uma boa cultura de feedbacks.

Conforme já elucidado, por mais operacional que a vaga do colaborador seja, hoje em dia já não pode-se pensar que bastam equipamentos de primeiros socorros e de proteção Individual para que os funcionários estejam satisfeitos: eles querem crescer como profissionais, e para isso dependem da posição dos seus líderes.
Assim, os pontos principais do feedback dizem respeito ao seguinte:

  1. A gestão da motivação;
  2. O aumento do desempenho;
  3. A curva de crescimento
  4. O entrosamento em equipe

1. Motivação para quê?

A gestão da motivação nada mais é que a capacidade de fazer a equipe buscar, atingir e superar suas metas.

Embora seja mais comum em equipes de vendas, hoje não são poucas as empresas que trabalham com metas em todas as áreas, até mesmo em RH. Um exemplo é uma empresa de segurança do trabalho, cujo segmento tem crescido muito e permitido às agências e escritórios adquirir cada vez mais clientes.

Diante disto, a marca pode colocar sobre o RH (Recursos Humanas) e o gestor do call center a missão de contratar um número específico de bons funcionários todos os meses. Com uma cultura de crescimento dessas, pontuações e feedbacks se tornam praticamente uma rotina indispensável.

2. O que é melhorar o desempenho?

Não é preciso dizer o quanto é importante aumentar o desempenho dos funcionários.
Um bom líder é capaz de fazer com que os colaboradores queiram melhorar o seu desempenho e assertividade pertinentes ao cargo ou função de cada um.

Além disso, também é capaz de fazer com que cada um queira crescer nas suas próprias carreiras. Assim, cada vez mais se profissionalizando. Sem feedbacks bem dados isso seria bastante difícil, e dependerá mais do funcionário do que do líder da equipe, o que seria um erro.

3. Feedback e crescimento

Como é possível deduzir do que foi dito acima, melhorar o desempenho implica buscar o crescimento profissional, no sentido de plano de carreira. É comum ouvir dizer que hoje não é apenas a empresa quem seleciona os funcionários, mas também estes costumam “julgar” a empresa antes de entrar, com base no plano de carreira que ela ofereça.

Isso é muito comum em indústrias. Se o funcionário entra em uma função mais operacional, como a do manuseio de pallet de contenção (que impede vazamentos de líquidos químicos), nem por isso ele deixará de buscar oportunidades de crescimento.

4. A busca pela perfeição

Como vimos, o funcionário precisa sentir-se parte de um todo. E precisa ver que a empresa presta atenção e investe nele, em vez de simplesmente esperar que ele faça sua parte sem gerar nenhuma demanda.

Essa certeza de pertencimento é a única coisa que pode garantir o tão sonhado entrosamento entre cada um de todos os membros da equipe. Assim, a importância central do feedback consiste nisto: a perfeição não serve para ser atingida (pois ela é impossível), mas para ser almejada por todos.
É isso o que nos torna melhores, de tal modo que, não é que o funcionário maduro e confiante de si deva aceitar feedbacks, ele não deve perder tempo em pedir para que eles venham.

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