Inteligência Artificial: a máquina dominará o homem?

03/07/2017
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É impressionante observarmos o quanto a tecnologia evoluiu nas últimas décadas e como estamos cada vez mais dependentes dela para a maioria das nossas atividades cotidianas.

Após a invenção do computador mecânico pelo inglês Charles Babbage no século XIX, a humanidade passou a conhecer o que hoje chamamos de Inteligência Artificial, ou I.A., e desde então, diversos campos de estudos tentam prever qual será o futuro dessa relação de domínio e de submissão que nós desenvolvemos com as máquinas que hoje dão ritmo às nossas vidas.

Acompanhe conosco este artigo e tire todas as suas dúvidas a respeito do que é Inteligência Artificial e também sobre as possibilidades de, no futuro, convivermos com robôs capazes de agir e de pensar assim como nós!

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O que é Inteligência Artificial?

A “Teoria da Evolução”, proposta pelo naturalista britânico Charles Robert Darwin no livro On the Origin of Species by Means of Natural Selection (1859), é uma das obras mais significativas e aceitas sobre a origem dos seres humanos, que segundo Darwin, possuem um ancestral em comum com os macacos.

De lá para cá, o interesse pelo tema foi sendo ampliado com o desenvolvimento da tecnologia, que possibilitou, ainda que com recursos limitados, a realização de estudos e de “projeções” que ilustram as possíveis mudanças na estrutura genética do Homo Sapiens, desde a descoberta do fogo até a invenção dos robôs.

Hoje, analisando os trabalhos científicos e sociológicos a respeito desse assunto, notamos que a sociedade não está mais tão preocupada em saber “como tudo começou”, mas sim, em descobrir como será o futuro da vida humana na terra ou mesmo em outros planetas.

A partir dessa indagação, cientistas como Hebert Simon, John McCarthy e Allen Newell deram início, na década de 50, a um projeto audacioso e complexo que passamos a conhecer pelo nome de “Inteligência Artificial”.

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A criação de máquinas capazes de pensar e de agir parecia algo surreal para a realidade da época, mas com o incrível desenvolvimento da ciência da computação, vários softwares já foram implantados para que, em um futuro não tão distante, os robôs possam interagir de forma autônoma com os humanos.

Os debates sobre os benefícios e as ameaças da Inteligência Artificial são polêmicos, principalmente quando são levantadas questões éticas, morais e religiosas acerca dos perigos que o avanço tecnológico poderá nos oferecer.

Prós

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Standford, na Califórnia, está desenvolvendo uma técnica que utiliza a Inteligência Artificial para indicar aos governos e entidades filantrópicas as regiões mais pobres do planeta.

Segundo o professor Marshall Burke, o sistema utiliza um algoritmo que reconhece sinais de pobreza em um mapa que se atualiza automaticamente. Segundo ele, a intenção da ferramenta é auxiliar efetivamente no plano estabelecido pela ONU em 2015 de “erradicar a pobreza no mundo até 2030”.

Burke informa que a máquina será capaz de ler as imagens de satélite e de associá-las aos cenários de pobreza em regiões isoladas dos grandes centros urbanos, principalmente em países subdesenvolvidos.

A Inteligência Artificial também já começa a ser utilizada a favor do direito por meio da técnica de processamento de linguagem, que auxilia na identificação dos documentos e das informações que serão úteis para cada tipo de processo, uma solução tecnológica muito semelhante ao que já é oferecido pelo Gerenciamento Eletrônico de Documentos.

Contras

Stephen Hawking, um dos cientistas mais respeitados da atualidade, é enfático ao dizer que os computadores vão superar os humanos em 100 anos e que o desenvolvimento completo da Inteligência Artificial poderia significar o fim da raça humana.

Para ele, as formas primitivas de Inteligência Artificial propostas até o momento pela ciência têm se mostrado úteis, porém, o problema está nas eventuais consequências desse projeto futurista caso os robôs tenham capacidades equivalentes ou superiores às dos humanos.

Na mesma linha de raciocínio, o filósofo e professor em Oxford, o italiano Luciano Floridi diz que “é possível levar a tecnologia muito longe e criar máquinas autônomas capazes de executar todo o tipo de trabalho”, porém, alerta para as consequências desastrosas dessa revolução iminente, tais como a polarização da riqueza e a redução gradativa de postos de trabalho.

Mitos sobre a Inteligência Artificial

Suposições, estudos e projeções. Quando se fala em Inteligência Artificial, todos os cenários possíveis são levantados e discutidos por cientistas e curiosos que tentam prever o que temos a ganhar e a perder com ela.

O que antes parecia impossível começa a tomar forma, ainda que em passos lentos e de forma experimental. A Superinteligência já é aplicada em diversas áreas de estudo e ao que tudo indica, estará cada vez mais presente em nossas atividades pessoais e profissionais.

Porém, ainda existem muitos mitos e meias verdades sobre o tema que deixam até mesmo os entendidos no assunto confusos a respeito dos impactos positivos e negativos da Inteligência Artificial para a sociedade como um todo.

Veja agora alguns dos principais mitos sobre a Inteligência Artificial que você certamente já ouviu ou leu em algum lugar e saiba mais a respeito das vantagens e desvantagens relacionadas diretamente às suas propostas iniciais:

A Inteligência Artificial será desenvolvida completamente até 2100

Apesar de todos os progressos e aplicações, os cientistas afirmam que é impossível determinar quando a Inteligência Artificial será refletida plenamente em nossa realidade. Talvez daqui a décadas, séculos ou milênios.

Os robôs serão semelhantes aos humanos

Esse é um conceito que está mais próximo do campo da ficção, até porque a I.A. não está resumida à criação de robôs semelhantes aos humanos. O foco está na automação das máquinas, visando novas perspectivas para a economia e a resolução de problemas sociais.

O desemprego será o maior prejuízo causado pela Inteligência Artificial

O medo de sermos substituídos por máquinas capazes de executar trabalhos manuais e intelectuais com perfeição não é uma exclusividade de algumas camadas da população.

É claro que muitas áreas e ofícios sofrerão mudanças drásticas com o desenvolvimento tecnológico, porém, as empresas precisarão de profissionais qualificados para a execução de serviços técnicos de controle, manutenção e monitoramento das máquinas.

As máquinas terão sentimentos

A ideia de robôs e computadores capazes de “amar e odiar” está além das possibilidades científicas e não existe (ainda) um algoritmo ou técnica conhecida que possa ser utilizada nesse sentido.

Sistemas 100% automáticos

Mesmo que as máquinas consigam simular o comportamento e o raciocínio humano, nenhum sistema tecnológico será autossuficiente a ponto de substituir o conhecimento e a experiência que acumulamos ao longo da vida.

Podemos obter respostas automáticas na internet para qualquer pergunta, porém, a certeza de que elas estão corretas é de responsabilidade do indivíduo que é especialista no assunto e que poderá explicar a parte teórica e prática de um processo.

Filmes sobre Inteligência Artificial

A lista de filmes sobre Inteligência Artificial é extensa. O tema é instigante e proporciona a criação de enredos que mexem com o imaginário a partir do uso de efeitos especiais e dos cenários de vida que transportam os espectadores para um mundo controlado por homens e máquinas.

Separamos 5 produções cinematográficas que abordam a Inteligência Artificial sob diversas perspectivas e que foram lançadas em épocas diferentes, guiadas principalmente pelo avanço na área de ciências da computação.

Metrópolis

Metrópolis foi lançado em 1927, sendo considerado o primeiro filme relacionado diretamente os propósitos de estudo da Inteligência Artificial.

A história ocorre na cidade de Metrópolis no ano de 2026 (ou seja, não muito distante da nossa realidade), e expõe um dos problemas políticos mais complexos de todos os tempos: a divisão da sociedade entre ricos e pobres.

Freder é filho de Joh Fredersen, dono de Metrópolis, e se apaixona por Maria, líder de uma revolução contra os abusos de um sistema capitalista que trata os trabalhadores como escravos.

Um cientista que trabalha para Fredersen consegue transferir a alma de Maria para o corpo de um robô com o objetivo de dominar e manipular as ações da moça. Assim, Fredersen poderia evitar o estouro da revolução utilizando sua “máquina” para disseminar a discórdia entre o proletariado.

Ao controlar o robô para cumprir suas vontades, Fredersen se torna ainda mais poderoso e o mundo (representado pela cidade de Metrópolis) mais desigual.

Além de carregar uma forte crítica social em seu roteiro, o filme leva o espectador a refletir sobre o lado perigoso da Inteligência Artificial e como ela pode ser utilizada de forma negativa quando motivada pela ambição humana.

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A.I. (Inteligência Artificial)

O filme foi lançado em 2001 e foi dirigido por um dos diretores mais premiados de Hollywood: Steven Spielberg.

Em A.I. – Inteligência Artificial, o garoto David é um robô desenvolvido em meio ao caos pós-apocalíptico do ano de 2141, no qual a única salvação da raça humana será o avanço da tecnologia, e consequentemente, da Inteligência Artificial.

David é adotado pelo casal Swinton e cria laços de afetividade com os humanos, porém, é abandonado em uma floresta para fugir da ameaça de destruição da própria empresa que o criou: a Cybertronics.

A aparecimento de outros andróides mostra uma sociedade dividida entre os Meca (máquinas) e os Orga (homens), expondo um cenário de convivência hostil e de subsistência para os robôs.

David foi programado para amar eternamente sua mãe adotiva, porém, a perseguição dos humanos às máquinas impede que eles convivam como uma família.

Um ponto de reflexão interessante proposto pelo filme é o “porquê” da criação de máquinas que reproduzem as ações e os sentimentos humanos, levando em consideração a possibilidade de sermos “dominados” por seres tão racionais quanto nós.

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Eu, Robô

Sucesso mundial de bilheteria, o filme Eu, Robô é uma produção baseada nas Leis da Robótica, propostas pelo escritor e bioquímico russo Isaac Asimov no livro homônimo lançado em 1950.

No ano de 2035, a submissão dos robôs aos desejos e necessidades dos seres humanos é a garantia de que a Inteligência Artificial não representa qualquer risco à segurança da sociedade civil, até porque as máquinas possuem um código de programação que controla todas as suas vontades e ações.

Porém, a misteriosa morte do Dr. Miles levanta a suspeita de que um robô (Sonny) possa ter quebrado a Lei dos Robóticos, o único sistema capaz de impedir uma revolução das máquinas contra seus criadores.
A partir de então, os robôs são vistos como inimigos em potencial pelos humanos até que toda a verdade sobre o crime seja esclarecida.

No livro de Isaac Asimov, há uma frase utilizada pelo autor que ajuda no entendimento das motivações que levam cientistas e pesquisadores a investirem cada vez mais nos estudos da Inteligência Artificial:

Se uma galinha e meia bota um ovo e meio em um dia e meio, quantos ovos vão botar nove galinhas em nove dias?

Eu Robo

 

O Homem Bicentenário

Esse é um daqueles filmes que todo mundo já ouviu falar, em parte por ter sido indicado à duas categorias do Oscar, e também pela brilhante interpretação do ator Robin Williams no papel do robô Andrew.

Lançado em 1999, O Homem Bicentenário fala sobre a relação de amizade, respeito e de afeto que uma máquina dotada de Inteligência Artificial pode desenvolver com os seres humanos.

Andrew é adquirido por uma família para realizar serviços domésticos, porém, sua capacidade motora e sensibilidade estão muito próximas da “Inteligência Orgânica”, sendo o aspecto visual a única evidência de sua verdadeira origem.

Mesmo com toda a fantasia acerca do tema, o filme consegue cativar o espectador com mensagens positivas e traz algumas questões importantes para o avanço dos estudos científicos, como a possibilidade de domesticação dos robôs e os limites de evolução das máquinas automatizadas.

Será que a destino nos reservará este tipo de experiência?

o homem bicentenário

 

O Exterminador do Futuro

Talvez esse seja o filme mais fantástico sobre Inteligência Artificial, porém, é impossível deixar de citá-lo entre as principais produções que utilizam o tema como plano de fundo para que a saga dos heróis e vilões surpreenda o público tanto pela história como pelo uso de efeitos especiais.

O filme de estreia mostra que, no futuro, humanos e máquinas serão os protagonistas de uma guerra sem precedentes. O andróide T-800 (Arnold Schwarzenegger) é enviado de volta no tempo para matar a mãe de John Connor, um dos sobreviventes que lidera o ataque contra os robôs.

Temendo as consequências do ataque, os humanos conseguem mandar um representante a tempo de proteger a mãe de John e evitar que a única esperança de continuidade da raça humana seja eliminada completamente.

Até o momento, a franquia O Exterminador do Futuro conta com 5 filmes lançados entre 1984 e 2015.

A presença de “humanoides” entre nós ainda é incerta, porém, caso isso realmente ocorra, muitos acreditam que a possibilidade de “dominar o mundo” será um sentimento irrefreável e fará com que os homens criem andróides programados para a execução de qualquer tipo de atividade.

É claro que estamos falando de suposições que fomentam o debate sobre os benefícios e malefícios da Inteligência Artificial aplicada, mas, levando em consideração as projeções feitas pelos cientistas e cineastas, esse é o momento ideal para que o assunto seja discutido por toda a sociedade e avance no sentido de definirmos o que será melhor para o futuro da humanidade.

o exterminador

 

Conclusão

Neste artigo, vimos a definição de Inteligência Artificial e desvendamos alguns mitos que tornam esse assunto ainda mais polêmico e abrangente.

O avanço na tecnologia certamente trará muitas vantagens para a execução de tarefas manuais e o desenvolvimento de sistemas que otimizem os serviços de saúde pública, educação e segurança, tais como os aplicativos para celulares que já utilizamos atualmente.

A ideia de “máquinas programadas para o trabalho”, de fato, é interessante e movimenta investimentos bilionários das maiores empresas do mundo. A dúvida, porém, está em como essas máquinas serão desenvolvidas e se toda essa tecnologia não prejudicará a sustentabilidade do planeta.

Alguns acreditam que a Inteligência Artificial “ultrapassa os limites do progresso” e que muitos postos de emprego serão tomados pelas máquinas de maneira irreversível.

Há também o debate religioso sobre o assunto, estendido para os campos da ética, da filosofia e da sociologia, que apresentam os prós e contras da automação robótica com base nas teorias da criação do mundo aceitas pela sociedade.

Agora que você já sabe o que é Inteligência Artificial, responda a seguinte pergunta e compartilhe conosco sua opinião a respeito deste tema:

Quais são os ganhos e riscos que os avanços nos estudos e aplicações da Inteligência Artificial podem oferecer às próximas gerações?

Contamos com a sua participação. Até a próxima!

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  1. Sebastião disse:

    Excelente o artigo

    1. Netscan Digital disse:

      Obrigado pelo comentário Sebastião!

      Em breve publicaremos outros artigos relacionados ao avanço tecnológico.

      Contamos com sua participação.

      Um abraço!